Francisco, comporta-te! Bem sei que hoje fazes 30 anos, que é carnaval e que vestes de cowboy na festa do colégio, cercado por miúdos que detestas.
Controla-te, rapaz…! Não vês que assim já não te aturam? E depois, como é que é? Partes a cabeça, vais para o hospital, ficas com sarampo e já não tens ninguém para tratar de ti… Como à Branca de Neve, davam-te jeito sete anões…
Francisco, repete comigo: “Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu, depois tens a cara que mereces”.
realização Miguel Gomes
argumento Miguel Gomes, Manuel Mozos, Telmo Churro
fotografia Rui Poças
música Mariana Ricardo
montagem Sandro Aguilar, Miguel Gomes
direção de arte Luísa Perdigoto
som Vasco Pimentel
misturas Miguel Martins
produção João Figueiras, Sandro Aguilar
com José Airosa, Gracinda Nave, Sara Graça, Miguel Barroso, João Nicolau, Ricardo Gross, Rui Catalão, António Figueiredo, Manuel Mozos, Carloto Cotta, Pedro Caldas
35MM | 1:1.66 | 108’ | 2004
35MM | 137’ | 1:1.66 | 2010
Manuel despede-se das rotinas da sua vida lisboeta e embarca numa caravela portuguesa do séc. XV governada pelas leis da pirataria. Uma traição a bordo desencadeia uma série de acontecimentos terríveis que o protagonista atravessa sem beliscar os seus princípios morais.
realização João Nicolau
argumento João Nicolau e Mariana Ricardo
música original München
director de fotografia Mário Castanheira
som Vasco Pimentel
direcção de arte Silvia Grabowski
montagem Francisco Moreira, João Nicolau
mistura de som Miguel Martins
co-produtor Thomas Ordonneau
produtores Sandro Aguilar, Luís Urbano
com Manuel Mesquita, Luís Lima Barreto, Nuno Pino Custódio, Pedro Faro, Joana Cunha Ferreira, Hugo Leitão, Mariana Ricardo, Lígia Soares, Alice Contreiras, Tiago Fagulha, Crista Alfaiate, Caroline Deruas, Julie Duclos, João Lobo, Justin Taurand, Helena Carneiro, Sinem Erdogan, Márcia Breia, Pedro Leitão, Armando Nunes
com a participação de Michael Biberstein, José Mário Branco e Luís Miguel Cintra
35MM | 127’ | 2009
Julie de Hauranne, uma jovem actriz francesa que fala a língua da sua mãe, o português, mas que nunca esteve em Lisboa, chega pela primeira vez a esta cidade, onde vai rodar um filme baseado nas Lettres portugaises de Guilleragues. Rapidamente, deixa-se fascinar por uma freira que vai rezar, todas as noites, para a capela da Nossa Senhora do Monte, na colina da Graça. No decurso da sua estadia, a jovem trava uma série de conhecimentos, que, à imagem da sua existência anterior, parecem efémeros e inconsequentes. Mas, após uma noite em que, finalmente, fala com a freira, ela consegue entrever o sentido da vida e do seu destino.
realização Eugène Green
argumento Eugène Green
director de fotografia Raphäel O’Byrne
som Vasco Pimentel
direcção de arte Zé Branco
montagem Valérie Loiseleux
mistura de som Stéphane Thiébaut
co-produtor Martine Clermont-Tonnerre
produtores Sandro Aguilar, Luís Urbano
com Leonor Baldaque, Ana Moreira, Adrien Michaux, Beatriz Batarda, Diogo Dória, Carloto Cotta, Francisco Mozos, com a participação especial de Camané e Aldina Duarte
35MM | 99’ | 2008
Todas as personagens de A ZONA têm de lidar com a perda de um ente querido. Um homem observa o corpo do pai deitado numa cama de hospital, que apenas se mexe graças à maquina de respiração artificial que o mantém vivo. Numa ambulância, uma mulher grávida, tomada pelo pânico, agarra-se ao marido, enquanto os médicos tentam ressuscitá-lo. Num apartamento, o homem tenta familiarizar-se com o espaço desabitado onde o pai costumava viver. O cão ainda lá está, mas a sua presença não atenua de forma alguma o vazio que dali emana. No campo, vive um casal à espera de bébé. Uma noite, o marido sai e não regressa. Estes homens e mulheres parecem anestesiados pela sua dor. São sobreviventes que caminham hesitantes em espaços quase sem vida, em busca de um lugar para descansar. Nota do Realizador Quando perdemos alguém: os lugares deixados vazios, objectos, memórias, possibilidades interrompidas; tudo se tramsforma na manifestação de uma mesma consciência que nos une às paredes, à sombra, aos fantasmas. Trata-se de uma omissão regeneradora porque regressamos e inventamos antes de abandonar. Por colocar tudo ao memso nível, este território é também imensamente libertador.
realização & argumento Sandro Aguilar
director de fotografia Paulo Ares
som Pedro Melo
montagem Sandro Aguilar
mistura de som Miguel Martins
produtores Sandro Aguilar, Luís Urbano
com Isabel Abreu , António Pedroso , Gustavo Sumpta , Cátia Afonso, Tiago Barbosa, Guilherme Pina Cabral, João Nicolau, Joana Brandão, Manuel Mesquita, Bruno Duarte, Adriana Queiroz, Francisco Nascimento, Tomé Mendonça, Marta Mateus, Nuno Bernardo, Dinarte Branco, Pedro Lamas, Victor Jorge
ELDORADO XXI é uma assombrosa e misteriosa parcela da realidade etnográfica. A comunidade instalada em maior altitude no mundo, La Rinconada y Cerro Lunar (5500m), nos Andes peruanos; uma ilusão leva os homens à auto-destruição, movidos pelos mesmos interesses, usando as mesmas ferramentas e meios na contemporaneidade que nos tempos antigos.
realização Salomé Lamas
direcção de fotografia Luis Armando Arteaga
direcção de som Bruno Moreira
montagem Telmo Churro
montagem de som Miguel Martins
mistura Fred Bielle
música original João Lobo, Norberto Lobo
direcção de produção Raquel da Silva
co-produtor Thomas Ordonneau
produtores Luis Urbano, Sandro Aguilar